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Curso sobre Constelação Familiar de Direito Sistêmico é realizado em João Pessoa

A Escola Nacional da Magistratura (ENM/AMB) realizou, em parceria com a Escola Superior de Magistratura da Paraíba (Esma), o curso “Constelação Familiar de Direito Sistêmico”, nos dias  21 e 22 de março, em João Pessoa (PB). A capacitação busca fazer com que o magistrado compreenda mais as leis naturais que regem os relacionamentos humanos, bem como ser capaz de uma atuação mais humanizada. 

A juíza Michelini Jatobá, integrante da Secretaria de Assuntos Institucionais da AMB e coordenadora do curso da ENM,  explicou que o direito sistêmico é um ramo que aborda vários aspectos do conhecimento e trabalha com informações da própria vivência do ser humano, numa visão mais ampla para a resolução dos conflitos. O tema, segundo ela, vem ganhando cada vez mais força na jurisdição nacional e a capacitação dos juízes em uma temática tão relevante e diferenciada foi possível graças a mais uma parceria exitosa da ENM/AMB com a ESMA/PB.

No primeiro dia foram abordados vários temas, como a utilização das constelações na vara de violência doméstica e análise e possibilidades de utilização do direito sistêmico nas varas de família (infância e juventude). 

Um dos palestrantes do primeiro dia, Jamilson Haddad, juiz da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá (MT) e um dos coordenadores da ENM/AMB, avaliou que a participação dos alunos foi muito efetiva. Na sua avaliação, cada vez mais os magistrados estão buscando a escola para melhorar a qualificação profissional e aprimorar a prestação jurisdicional. 

A psicóloga clínica do Instituto Vida Plena, Zilma Guimarães Watanabe, foi uma das palestrantes do segundo dia. 

Ela explicou que o curso de constelação familiar busca um olhar diferenciado para a saúde do magistrado.

“A iniciativa de trazer um curso de constelações familiares é extremamente importante, pois sendo este um método inovador mostra que, uma vez mais, a ENM sai a frente ao trazer uma temática ao debate de forma institucional e abre aos juízes brasileiros novas perspectivas”, afirmou a juíza  Sandra Silvestre (TJRO), atualmente auxiliando a Corregedoria do CNJ, que também integrou a equipe de formadores.

Na opinião da juíza Silvana de Freitas, do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), o magistrado aprende a ver além do processo com a constelação. “Conseguimos com as técnicas da constelação fazer com que as pessoas avancem no olhar em torno dos conflitos e situações que vivem, trazendo um pouco da responsabilidade para elas”. 

A magistrada Clara de Faria Queiroz, da 1ª Vara Mista de Araruna (PB), foi uma das mais entusiasmadas com o curso. Segundo ela, a formação possibilita o juiz a enxergar, com outros olhos, tanto o processo em si, como as partes que compõem o feito. “O magistrado deixa de fazer as coisas no automático e passa a ver o ser humano que está inserido no processo. Esse curso é uma modificação global na visão do magistrado”, opinou.

*Com informações da Esma Paraíba.

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