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Conversa virtual aborda as contribuições da sétima arte à atividade jurisdicional

As diversas conexões entre a sétima arte e o trabalho realizado pelo Judiciário foram analisadas na live “Jurisdição e Cinema”, promovida pela Escola Nacional da Magistratura (ENM/AMB) nesta quinta-feira (18), pelo YouTube (AMBMagistrados).

A transmissão contou com a participação do diretor-presidente da ENM, Caetano Levi Lopes, e proporcionou ao público diferentes reflexões advindas dos magistrados Luciane Buriasco (mediadora) e Roberto Fragale, e da professora Mara Regina de Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP).

“O propósito da nossa Escola, além de produzir material técnico, é, também, proporcionar momentos mais leves, com a experiência e a sabedoria de vários segmentos da literatura e das artes em geral”, considerou Caetano Levi Lopes ao iniciar a reunião.

Em consonância, Luciane Buriasco explicou que “existe uma ferramenta que pode ser usada pela ENM, inclusive para a formação de juízes, que é essa reflexão sobre a prática do cinema”. Ao falar sobre a relevância da cooperação de conhecimentos entre as duas áreas (Direito e Cinema), a mediadora ainda citou palavras do antropólogo, sociólogo e filósofo francês Edgar Morin, ao dizer que “o cinema é uma maravilha antropológica. Precisamente por sua adequação em projetar em espetáculo uma imagem percebida como reflexo exato da vida real.”

De acordo com Mara Regina de Oliveira, é necessário observar as simbologias de uma obra cinematográfica. “Fazer essa leitura mais abstrata, que a gente extrai da própria narrativa, é importante e propicia um alargamento da capacidade de interpretação, que é fundamental para o exercício prático do Direito. A prática jurídica, para ser exercida de forma equilibrada, depende desse alargamento cognitivo”, disse a professora especializada em filosofia do Direito.

No entendimento de Roberto Fragale, o desenvolvimento de campos interdisciplinares é constante, no entanto, ainda existe “um desafio para se justificar epistemologicamente a união de duas gramáticas tão diferentes como Direito/ Literatura e Direito/Cinema”.

Ao abordar como o cinema poderia auxiliar os juízes no desenvolvimento da sensibilidade necessária para julgar conceitos como honra, dignidade e boa-fé, o magistrado pontuou que “a forma como utilizamos o cinema não deve ser para produzir respostas, mas, sobretudo, para produzir mais questionamentos e possibilitar que a gente reflita e desconstrua, a partir do cinema, categorias que são naturalizadas como inequívocas”.

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